Empresário de Criciúma transforma experiência pessoal em obra que articula falhas, aprendizado e reconstrução ao longo da vida, com lançamento previsto para maio
A rotina aparentemente banal de escrever um e-mail abriu uma ruptura criativa que, anos depois, seria descrita nas páginas de um livro. Ao digitar o nome da própria empresa, E. Rosso, e ler “Erros”, o empresário criciumense Eduardo Rosso identificou um ponto de partida. A palavra resumia não apenas um deslize de digitação, mas um percurso de tentativas, quedas e reconstruções.
A ideia, que permaneceu adormecida por mais de uma década, resultou na obra Erros. Longe de uma autobiografia, o livro projeta um campo de reflexão sobre a função das falhas na formação humana, ao reunir experiências pessoais, contribuições de convidados e referências históricas.
Ao longo das 365 páginas, Rosso argumenta que o erro não deve ser compreendido como desvio a ser escondido, mas como componente central do processo formativo. “A grande virada foi entender que os erros não eram culpa”, afirma o autor.
A trajetória que fundamenta o livro atravessa diferentes contextos. Aos 51 anos, o criciumense acumula quase quatro décadas de atuação profissional, iniciadas ainda na adolescência, na olaria do pai. Transita por setores como transporte e confecção até alcançar maior visibilidade à frente de casas emblemáticas como o Diretório e o Bali Hai. Formado em Administração pela Unesc, onde hoje cursa Mestrado em Sistemas Produtivos, define-se como empreendedor movido pela criatividade e pela busca constante por oportunidades.
Nesse percurso, um episódio familiar assume peso estruturante na compreensão sobre erro e resiliência. “A empresa do pai quebrou, não tínhamos nem carro para andar. Aqui está a minha vitória”, afirma Rosso, ao situar a ruptura econômica da juventude como marco que reconfigura o olhar sobre perdas, reconstrução e autonomia.
Erro como construção, não como estigma ou culpa
A obra é organizada em 52 capítulos, distribuídos em sete partes que dialogam entre si. Cada seção explora dimensões distintas do erro que atravessa da infância à vida profissional, das relações familiares ao ambiente corporativo, compondo um painel que evidencia o papel estruturante do tema no cotidiano.
O livro articula três camadas narrativas. A primeira parte trata da contextualização do autor sobre cada tema; a segunda incorpora citações de figuras históricas, como Sócrates e Henry Ford; e a terceira traz reflexões de convidados, que somam cerca de 60 personalidades entre empresários, artistas, consultores e chefs, como Henrique Fogaça.
A proposta, segundo Rosso, nasce também da dificuldade social de lidar com o erro de forma aberta. “As pessoas falam do sucesso, mas escondem as falhas. Isso cria uma percepção distorcida de trajetória, como se tudo fosse linear”, observa.
O medo do julgamento aparece como um dos principais vetores desse comportamento. Desde cedo, sustenta o autor, indivíduos são condicionados a evitar o erro, o que impacta diretamente a capacidade de experimentar, reagir e inovar. Nesse contexto, o livro propõe uma mudança de perspectiva: compreender o erro como ferramenta de aprendizado e não como marca de fracasso.
Entre ciência, curiosidades e experiência
A investigação conduzida por Rosso também avança sobre aspectos cognitivos. O conceito de “DNA do erro” surge como tentativa de compreender como as falhas se estruturam desde a infância e adolescência, influenciando decisões ao longo da vida.
Paralelamente, a obra incorpora curiosidades que reforçam o argumento central. Invenções como a Coca-Cola, o Viagra, a penicilina e o Teflon exemplificam como erros podem conduzir a descobertas de alto impacto científico e econômico.
A estrutura fragmentada, com capítulos curtos e independentes, permite múltiplas formas de leitura. O livro pode ser percorrido de maneira linear ou consultado de forma pontual, como uma obra de cabeceira. A proposta dialoga com diferentes ritmos: uma página por dia ao longo de um ano, um capítulo por semana ou a leitura integral em poucos dias.
A narrativa encerra com a música My Way, de Frank Sinatra, que reforça a ideia de uma trajetória própria, marcada por escolhas, erros e recomeços.
Lançamento e pré-venda
A pré-venda da obra ocorre a partir de 23 de abril, pela plataforma da Amazon. O lançamento oficial está previsto para o dia 7 de maio, no Nações Shopping, com programação ao longo do dia e coquetel à noite. No dia 9 de maio, o livro será apresentado na Livraria Fátima, em sessão aberta ao público com autógrafos.
Texto: Marciano Bortolin/Partner/NZBT Comunicação
Fotos: Divulgação




